Aconteceu tudo tão rápido desde o primeiro dia até hoje, desde a primeira palavra até ao último adeus. Agora ficam todas as recordações, pela segunda vez a nossa relação desata o nó que nos uniu dia vinte e um com todas as promessas, pela segunda vez deixas o que sentes abaixo das tuas inseguranças. Quando toda esta história nasceu, nunca me passou pela cabeça que algum dia podia vir a dizer ‘tu sim, és o homem da minha vida’ e agora digo e volto a repetir ‘és e serás’ independentemente de tudo o que aconteceu e que possa vir acontecer. Tenho a certeza que não vai ser um texto com três ou quatro páginas que te vai tirar o ódio que tens de mim neste momento, quero apenas que te faça reflectir pelas vezes que te possa ter desiludido, magoado, mas que nunca fui capaz de te dizer adeus de vez, mesmo quando me desligavas o telefone na cara e me deixavas noites inteiras a chorar, quando disseste aquilo que não queria ouvir, quando fizeste o que não queria que tivesses feito. Eu? Eu nunca tive a coragem de te confrontar com o que quer seja, nem de te virar as costas e seguir o meu caminho sozinha, mesmo sendo essa a minha vontade, tentei estar presente o mais possível na tua vida. Já ponderei em desistir, mas é impossível voltar a partilhar o que partilhei contigo, com outra pessoa, sinto que seria trair todo o nosso amor. Foram meses a tentar lutar contra o coração, e a ouvir as pessoas a dizer que não me merecias, e do que é que isso valeu? Exactamente, de nada, mas por todo o amor que eu encontrei em ti, eu sou o que sou porque tu me amas-te. 
Desculpa por tudo, será a última vez que te peço que me desculpes, pelo nosso amor, por nós e por tudo o que já passámos, perdoa-me!


 

Amo-te muito!